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sábado, 12 de março de 2011

Feitos de seda.

Bicho da Seda (Bombyx mori)

Cientistas estão esculpindo artérias, ligamentos, circuitos e hologramas a partir de fios produzidos por lavras. Um fato de enorme destaque na ciência, onde futuramente tecidos, vasos sanguíneos,
estruturas de sustentação para reconstrução de ossos
e implantes com riscos mínimos de rejeição.
Por mais de um milênio, comerciantes utilizaram a rota da seda para transportar tecidos de seda do extremo Oriente para a Europa, o material maravilhoso e resistente era transformado em finíssimas peças de vestuário. Atualmente, os bioengenheiros estão misturando fibras de proteínas naturais produzidas por bichos-da-seda (Bombyx mori) com enzimas e semicondutores. Os fios modificados são processados a diferentes temperaturas, graus de acidez e tipos de desbate para criar novos materiais com propriedades extraordinárias.
Em medicina existe uma preferência pelas suturas com seda porque os fios são mais resistentes e compatíveis com o tecido humano, ou seja, o material não é rejeitado pelo sistema imunológico do organismo. Recentemente, o laboratório da Tufts University ampliou esses caracteres para produzir tubos finos que podem ser usados em enxertos, substituindo seções de artérias obstruídas, o que eliminaria – no procedimento comum – a necessidade de extrair uma veia da perna do paciente para realizar uma derivação coronariana.
Sensor usado no cérebro p/ monitoramento.
A biocompatibilidade também permite que os engenheiros criem sensores incríveis. Engenheiros de Tufts e outros pesquisadores esculpiram materiais eletrônicos e fotônicos moldando metais ou películas finas na superfície de seda. No futuro, os médicos pretendem introduzir esses filmes no cérebro para tratar epilepsia ou danos da medula espinhal. Implantes de seda em animais já demonstram a eficácia da lenta liberação de medicamentos para controlar convulsões.
Os cientistas prevêem que será possível implantar sensores capazes de monitorar eletronicamente nutrientes (Figura ao lado), doses de medicamentos e células do sangue ou de tecidos, e registrar e transmitir a informação através de fibra de seda. O laboratório Kraig Biocraft, em Lansing, Michigan, anunciou que tinha modificado geneticamente bichos-da-seda para produzi fios de teia de aranha de seda, mais flexíveis e resistentes que a seda comum e que poderiam aperfeiçoar os ligamentos artificiais ou até produtos mais robustos como coletes à prova de bala. 


EM NATURE MATERIALS. VOL.9

Demétrius A. Silva

2 comentários:

CRISTO JOVEM disse...

Gostei mto do seu blog brother!!! a moçada vai curtir, vou colocar alguns de seus artigos lá no nosso blog!! cristojovensf.blogspot.com
Pra. Camilla

Vinícius disse...

Irmão, estou seguindo seu blog.
Segui o meu tb e se puderes também no Twitter


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