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terça-feira, 12 de junho de 2012

Perguntas e respostas


Curiosidades. Queremos sempre entender um pouco do que acontence ao nosso redor.

Os peixes morrem quando raios atingem o oceano?


Os relâmpagos se formam quando uma nuvem carregada de 

eletricidade cria um canal de ar ionizado abaixo dela, chamado líder escalonado. Cada líder cresce em direção à Terra ao mesmo tempo em que outro líder cresce a partir da superfície. Quando as duas forças se encontram, uma corrente poderosa (tipicamente, de 30 mil amperes) emana desse canal ionizado.
A água do mar, assim como o ar, é um bom condutor, já que contém sal. Em vez de criar um caminho irregular para a carga ionizada, a carga do relâmpago se espalha na superfície do oceano, em forma de meia-lua.
Qualquer peixe que esteja a dezenas de metros do ponto atingido pelo raio provavelmente será morto. Mas, um pouco além disso, os peixes apenas sentirão um leve choque.


Luis Villazon,
Mestre em Zoologia pela Universidade de Oxford.

Por que não sentimos a rotação da Terra?


Não é velocidade que nos afeta, mas a aceleração. A da Terra é 100 vezes menor que a de um carrossel.
Com a Terra girando a quase 1700 km/h no equador, seria de se esperar que todos ficássemos enjoados, certo? Errado. Não é a velocidade que nos afeta, é a aceleração, como qualquer piloto de corridas pode confirmar. O giro “vagaroso” da Terra produz uma aceleração 100 vezes menor do que a experimentada num carrossel de um parque de diversões.
Ainda assim, a rotação da Terra pode se fazer notar por seus habitantes, por meio do fenômeno chamado Força de Coriolis, que ganhou esse nome em homenagem ao matemático Gaspard-Gustave Coriolis.
Coriolis determinou que qualquer coisa que se mova em conjunto com um objeto em rotação vai perceber a realidade como se tivesse sido retirada do seu curso natural por uma força vinda sabe-se-lá de onde.
Por exemplo, uma pessoa num carrossel girando que tente jogar uma bola numa cesta do outro lado do carrossel vai achar que a bola sempre é desviada do alvo por alguma “força estranha”.
Essa tal “força estranha” não existe de fato. Qualquer um que olhe a cena de fora do carrossel vai perceber que o fenômeno é simplesmente o resultado do movimento da cesta, que se moveu em sua rotação enquanto a bola está no ar.
Mas, para os que estão no carrossel, a força é bem real. Por isso, ela precisa ser levada em conta quando calculamos os percursos de objetos tão distintos como mísseis e furacões.

Robert Matthews,
Escritor científico e professor da Universidade de Aston, na Inglaterra


Por que todos os morcegos só voam à noite? 
Nem todos. Os megaquirópteros, incluindo a raposa-voadora, são morcegos frugívoros que voam durante o dia. Já os morcegos enquadrados na subordem dos microquirópteros são quase exclusivamente noturnos.
O motivo é que eles se alimentam de insetos e, durante o dia, teriam que enfrentar a competição dos pássaros. Por isso, os pequenos morcegos desenvolveram a habilidade de caçar com pouca luz.
Pássaros são voadores muito ágeis e têm uma visão extremamente aguçada à luz do dia. Em resposta, muitos insetos evoluíram para serem mais ativos no escuro.
Os morcegos, provavelmente, começaram como caçadores do crepúsculo, mas desenvolveram sua habilidade de ecolocalização (um soÿ sticado sistema de localização espacial sonora), o que os tornou hábeis caçadores da noite. Os morcegos têm os insetos para eles nesse período, a salvo da competição dos pássaros.
Ecolocalização não é melhor do que a visão durante o dia, mas, à noite, dá uma vantagem única aos mamíferos voadores.

Luis Villazon,
Mestre em zoologia pela Universidade de Oxford

Fonte pesquisa e imagem:

2 comentários:

Patricia Galis disse...

Super interessante, principalmente a da rotação da terra, estes posts nos instruem muito.

Demétrius A. Silva disse...

Obrigado Patricia pelas palavras.
Novas curiosidades serão postadas, Aguarde...
Abrçs.