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domingo, 16 de outubro de 2011

Cananeus e Filisteus




O termo “cananeu” se aplica ao povo que vive nas terras ao extremo leste do mar Mediterrâneo a parti do ano 2000 a.C. O território era formado por um pequeno e fértil planalto ao centro, cercado por duas cadeias de montanhas. Na época da invasão israelita sob Josué, Canaã estava habitada por um grande número
de estados independentes. Cada um desses estados correspondia a uma cidade murada, com sua própria família real e seu palácio.
O cananeus que viviam na costa eram grandes comerciantes (tanto que o termo “cananeu” chegou a significar, em hebraico, “mercador”). Os pontos mais importantes eram Tiro, Sidom, Berito (atual Beirute) e Gebal (a qual os gregos chamavam Biblos). Todos estavam no atual Líbano. Os barcos destas regiões levavam madeira de cedro, azeite, vinho e outros produtos ao Egito, Creta e Grécia. À Cannaã regressavam com linho egípcio e artesanato Grego. Biblos era um importante centro de importação de papiro (por isso os livros feitos de papiro receberam o nome de “bíblia”, a mesma palavra com a qual designamos o livro sagrado dos cristãos).
O artesanato cananeu e fenício havia alcançado fama na época do rei Salomão. Desde o Líbano, pela costa, enviou-se cedro do Líbano para a construção do templo de Jerusalém; Hirão, de Tiro (Cidade na costa do mar Mediterrâneo), hábil trabalhador do bronze, ajudou Salomão na construção do templo (1Rs 7. 13-47). Eram reconhecidos pela produção de corantes, na qual desenvolveram uma sofisticada técnica de tingir tecidos. Teria sido por esse motivo que os gregos chamavam Canaã de Phoenicia (púrpura), palavra da qual derivam Fenícia e fenícios.
O conhecimento das correntes marítimas, o vôo das aves migratórias, a migração de alguns peixes e os ventos de cada região, concedeu-lhes informações importantíssimas, que podiam ser usadas para explorar cada vez mais de seu litoral e regiões longínquas. Segundo antigos relatos, no século VIII a.C. os fenícios teriam realizado uma proeza que só seria repetida pelos portugueses mais de 2000 anos depois: a circunavegação da África.
Os babilônicos e egípcios haviam desenhado sistemas de escrita baseados em desenhos; os primeiros a desenvolver um alfabeto foram os cananeus. Eles escolheram um objeto diferente para representar cada consoante e usavam esses traços para representar sons. Assim, nós dizemos “p de porta”; eles diriam “o desenho de uma porta representa o p”. Escolheram coisas conhecidas (touro, camelo, porta, mão) para representar as diferentes letras. Daí nasceu o alefato (de Alef, “cabeça de touro”, e bet, “uma casa”) ou alfabeto.
Continua...

Demétrius A. Silva

Fonte de pesquisa e imagem:
Bíblia de Estudo Almeida
Bíblia de Estudo de Genebra
National Geographic


2 comentários:

JCavalheiro disse...

A Paz do Senhor irmão Demétrius!

Interessante e atraente lição histórica. Tenha certeza que muitos e bons conhecimentos tenho obtido em seu blog. O estimado irmão está oferecendo muitos ensinamentos através de suas postagens. Parabéns!!
Agradeço sua visita e comentário deixado em meu blog.
Que Deus vos conceda uma excelente semana de trabalho.

Abraços do amigo e irmão....

João Q. Cavalheiro
www.aramasi.blogspot.com

Camila Rodrigues disse...

Muito interessante, está de Parabéns amado...Deus te abençoe