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domingo, 29 de janeiro de 2012

Bactérias mineradoras.


Foto: Getty Images
          Elas extraem metais e ainda limpam a sujeira.
A mineração não mudou muito desde a idade do bronze: a receita para extrair metais valiosos de minérios é utilizar calor e um agente químico, como carvão vegetal. Mas essas técnicas consomem muita energia, o que significa que são muito caras para
serem aplicadas em minerais com baixas concentrações do metal.


Cada vez mais os mineiros estão utilizando bactérias para extrair metais de minerais de baixo teor de pureza de forma barata e a temperatura ambiente. Com a bactéria uma mineradora pode extrair até 85% de um metal a partir de minerais com concentrações menores que 1%, simplesmente semeando um monte de sucata com microrganismos e irrigando-a com ácido diluído. Na sucata, bactérias Acidithiobacillus ou Leptospirillum oxidam o ferro e o enxofre em busca de energia. À medida que se alimentam, produzem ferro reagente e ácido sulfúrico que degradam materiais rochosos e liberam o metal.
Técnicas biológicas também estão sendo usadas para eliminar resíduos de minas antigas, extraindo no processo as últimas porções do metal. Bactérias como Desulfovibrio e Desulfotomaculum neutralizam ácidos e criam sulfetos que se unem ao cobre, níquel e outros metais removendo-os da solução. A biomineração tem experimentado um crescimento sem precedentes nos últimos anos como resultado da crescente escassez de minerais com alto teor de pureza. Praticamente 20% do cobre do mundo são extraídos por biomineração, e a produção dobrou desde meados dos anos 90, estima o consultor em mineração Corale Brierley. “O refugo das mineradoras é o que atualmente chamamos de minério”, explica Corale.
O próximo passo é liberar bactérias encarregadas da limpeza no refugo de minas. David Barrie Johnson, que pesquisa soluções biológicas para a drenagem de minas ácidas na Bangor University, no País de Gales, estima que levará 20 anos até que a limpeza bacteriana da mina compense seu próprio custo. “Como o mundo caminha para uma sociedade menos dependente do carbono, devemos procurar formas mais naturais de trabalhar e que demandem menos energia”, sugere Johnson. “Esse é objetivo de longo prazo e as coisas estão caminhando muito bem nesse sentido.” 

                                                                                     _ Sarah Fecht.

Fonte de pesquisa e imagem:
Scientific American Brasil

2 comentários:

Cris Campos disse...

Bacana seu espaço Demétrius! Gostei muito. Deus te abençoe com muito discernimento. Gr. Abrç.

Demétrius A . Silva disse...

Obrigado Cris pelas palavras.
Seja bem vinda ao Ciência e o Criador, e que este espaço possa ser canal de benção em sua vida.