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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um Aedes aegypti diferente.


Aedes aegypti

Parece estranho, mas, pesquisadores da University of Queensland, na Austrália estão testando um novo método de reduzir a propagação da dengue, um pesadelo crescente nos trópicos que agora apareceu nos Estados Unidos.
Ainda que quase sempre não seja fatal, a dengue pode levar pacientes para o hospital. E ela não tem cura nem vacina.

A estratégia inovadora de Scott O´Neill é vacinar mosquitos em vez de pacientes. Em seu laboratório, com a ajuda de um microscópio funcionários injetam a bactéria Wolbachia pipientis, inofensiva para humanos e comum entre insetos, em ovos de mosquitos Aedes aegypti, principal transmissor da dengue. O´Neill descobriu que a Wolbachia torna o A. aegypti imune ao transmissor da dengue. E toda a descendência do mosquito inoculado herda essa imunidade. A bactéria é injetada nos mosquitos machos.As fêmeas são as responsáveis por transmitirem o vírus da dengue, pois se alimentam de sangue, enquanto os machos se alimentam de seiva (substâncias vegetais ou açucares).
Macho
O método de O´Neill, não vinculado a modificação genética, contrasta com os esforços para controle de dengue que ganharam manchetes no fim do ano passado. Em dezembro, a companhia britânica de tecnologia Oxitec liberou, na Malásia, 6 mil mosquitos machos geneticamente modificados, para espanto de alguns grupos que manifestaram preocupação com os possíveis efeitos dos insetos GM em humanos e ecossistemas. Os resultados para a Malásia ainda não estão disponíveis. Mas Luke Alphey, cientista chefe e fundador de Oxitec, prevê que uma liberação anterior de 3,3 milhões de mosquitos na ilha de Grande Caimã resultou em redução de 80% na quantidade de A. aegypti. E isso porque muitas fêmeas se acasalaram com parceiros tornados geneticamente inférteis.
Fêmea
Os resultados obtidos por O´Neill também são promissores. Testes iniciais demonstram que cerca de 25% das larvas na população vivendo na natureza estavam infectadas com Wolbachia. Em fins deste mês de maio, quando termina a estação úmida na Austrália, ele espera alcançar a meta de seu experimento: demonstrar que a Wolbachia consegue invadir u população de A.aegypti na Natureza. Em caso positivo, ele espera iniciar uma tentativa semelhante no Vietnã no início do verão boreal.
Scientific American Brasil

Demétrius A. Silva

4 comentários:

JCavalheiro disse...

Muito interessante! Esperamos que os resultados sejam promissores e assim a ciência continua também dando sua colaboração para o bem da humanidade.

Abraços....

João Q. Cavalheiro
www.aramasi.blogspot.com

Missionária Alaide Braga disse...

Parabéns pela postagem!
Muito esclarecedor.
Creio que o Senhor está no controle de tudo isso, e a ciência é um dom de Deus. Que o nosso Deus nos dê sabedoria para usá-la.

Bill disse...

Muito interessante.

Parabéns pela postagem.

Graça e paz.

Pr. Geremias da Silva Santos disse...

que Deus em Cristo possa te abençoar muitissimo pastorgeremiassantos.blogspot.com